#10 – Quem a Pública deve entrevistar?

Votação encerrada.

Quem você quer que a Pública entreviste na décima edição da Entrevista dos Aliados? Novos temas ganharam o noticiário nas últimas semanas, como o racismo estrutural, a violência policial, os protestos de rua, as inúmeras ameaças à democracia, o “apagão” de dados sobre o coronavírus, a retomada das atividades comerciais apesar do aumento de casos de Covid-19, e muito outros.

Na primeira etapa da enquete, vocês sugeriram nomes de qualquer área do conhecimento. Agora, todos podem votar para escolher quem de fato será entrevistado até às 23h59 de domingo, dia 21 de junho.

Se quiser, defenda seu voto nos comentários abaixo. Afinal, o debate público é essencial para a democracia!

Apenas Aliados podem votar.

Sueli Carneiro, diretora do Geledés — Instituto da Mulher Negra

Gostaria de ouvir sua visão sobre os acontecimentos nos EUA depois do caso George Floyd.

21.4%

Lilia Moritz Schwarcz (antropóloga) e Heloisa Murgel Starling (historiadora)

São autoras do livro "Brasil: uma biografia". Gostaria de ouvir dessas grandes pesquisadoras como elas conectam as questões históricas do Brasil com o que estamos vivendo hoje e como avaliam a gestão do atual governo.

18.5%

Naomar de Almeida Filho, médico epidemiologista

Professor do ISC/UFBA e do IEA/USP, Naomar é um epidemiologista e sanitarista de grande prestígio no meio acadêmico. Consegue transitar pelas ciências sociais, humanas e da saúde com grande sapiência e assertividade.

3.6%

Buba Aguiar, ativista do coletivo Fala Akari

É socióloga, militante e comunicadora do Complexo de Acari, RJ. Atuou nas mobilizações antirracistas e é engajada em campanhas de apoio a afetados pela COVID nas favelas.

5.4%

Nísia Trindade Lima, presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

Gostaria de ouvir sobre o papel da Fiocruz na luta contra a covid-19 e os desafios que a primeira mulher à frente da instituição enfrenta na relação com o Ministério da Saúde.

3.6%

Fabio Malini, professor e pesquisador sobre ciências de dados, redes sociais e comunicação política

Voz de peso para explicar como operam as milícias digitais bolsonaristas.

14.9%

Debora Diniz, antropóloga e professora da UnB

Por sua militância na área da saúde sexual e reprodutiva das mulheres, gostaria de ouvir sua opinião sobre a problemática da Nota Técnica do Ministério da Saúde sobre este tema em meio à pandemia de Covid19.

0.6%

Chico Alencar, ex-deputado federal pelo RJ

Perspectivas a respeito do estado atual da cidade do Rio de Janeiro, no momento em que no estado corre um processo de impeachment, e quais medidas a oposição tomará nas eleições.

3.6%

Maria Júlia Coutinho, jornalista e apresentadora da TV Globo.

Como mulher negra e em alta no momento, gostaria de saber a visão dela sobre os protestos anti racistas, o racismo estrutural e o aumento da violência contra Jornalistas.

4.8%

Maud Chirio, historiadora e especialista em militares na política

Fundadora da Rede Europeia pela Democracia no Brasil (RED.Br), ela pode nos ajudar a entender o papel dos militares na atual conjuntura de riscos à democracia. E mostrar qual é o compromisso do atual comando militar com o presidente.

1.2%

Silvio Almeida, jurista e filósofo, professor convidado da Universidade de Duke, EUA sugerido 2 vezes

Uma importante voz para nos falar em profundidade sobre o racismo estrutural na formação brasileira, e formas de combatê-lo.

7.7%

Roberto Mangabeira Unger, filósofo e professor da Universidade Harvard

Um dos pensadores mais lúcidos da atualidade. Seria interessante ouvi-lo em relação ao quadro político atual, e o aparelhamento do Estado pelos militares.

3%

Piero de Camargo Leirner (antropólogo e professor da Prof UFSCar) ou Rafael Alcadipani (professor da FGV)

Seria importante ouvi-los sobre os grupos capacitados à violência, sejam elas legitimadas (estado), sejam ilegítimas (milícias).

1.8%

Tay Cabral, ilustradora e comunicadora

Quero saber sobre como é a comunicação nas favelas, e o porquê do compartilhamento de ilustrações de jovens negrxs assassinados ganham mais visibilidade que em outras ocasiões.

1.8%

Olgária Matos, filósofa e professora titular da USP

Acho-a uma pensadora inquieta, culta e muito inteligente. Precisamos ouvir gente como ela!

1.2%

Marco Antonio Villa, historiador

Comentarista político da TV Cultura e da Istoé.

0%

Suzane Jardim, historiadora e educadora antirracista

Também é pesquisadora de questões raciais, história e criminologia. Gostaria de ouvir a sua análise sobre a conjuntura geopolítica atual, o movimento Vidas Negras Importam, e como processos históricos do Brasil nos conduziram à situação presente.

4.2%

Marcia Castro, demógrafa e chefe do departamento de Saúde Global da Universidade Harvard

Gostaria de ouvi-la sobre os dados maquiados e suas consequências nos territórios brasileiros.

3%

Comentários

  1. A análise da professora Maud Chirio é muito importante neste momento em que, novamente, cresce a influência dos militares na política brasileira. Além de ser uma das raras especialistas na história da participação dos militares na política, ela está acompanhando as articulações dos atuais comandantes das Forças Armadas. Como integrante da Rede Europeia pela Democracia no Brasil e professora universitária na França, ela tem condições, ainda, de detalhar qual é a imagem o Brasil no exterior no momento em que há tantos ataques à democracia, aos direitos humanos, ao meio ambiente e à ciência em nosso país.

  2. Acho a Maria Júlia Coutinho por n razões, mas a opinião dela responderia a maioria das pautas travadas no momento. Como mulher negra e Jornalista, ela tem um lugar de fala mais adequado pra falar sobre todas as pautas levantadas.
    Além de ser uma escolha mais antenada com a necessidade dos tempos vividos.

  3. Eu votei no Mangabeira Unger, mas não aparece o percentual de votos para ele até o momento.

    Será que foi um erro aqui na página?
    Ou será que ninguém votou nele até agora?
    Se foi esse o caso, fico muito espantado pois ele é exatamente o que vcs escreveram a seu respeito: “Um dos pensadores mais lúcidos da atualidade.”

    É sempre muito enriquecedor para quem o ouve.

    Fora isso, eu gostaria de ter 2 votos para poder votar também na Maud Chirio, pois uma especialista em militares na política é alguém que pode nos fazer uma análise bastante pertinente e crítica do momento que estamos vivendo no Brasil.

    Obrigado!
    P.S. – Sempre que tenho a oportunidade de trabalhar com algum texto de vcs, sinto um orgulho muito grande do trabalho que vcs fazem e da minha – ainda que ínfima – participação.

  4. Sugeri entrevista com Silvio Almeida, jurista e Filósofo para nos falar com mais profundidade sobre racismo estrutural e antirracismo. Num país que não se importa em matar sua população negra e pobre, e uma sociedade que parece se chocar mais com a morte de um negro americano do que crianças negras da favela, precisamos muito debater isso.

  5. Fabio Malini analisa as redes. Parte considerável da milícia bolsonarista opera nesse campo. É urgente entendermos o funcionamento desses mecanismos e como eles estão comprometendo nossa democracia. Fabio é ensaísta, professor e pesquisador sobre ciências de dados, redes sociais e Comunicação Política. Desde 2005, coordena o Laboratório de estudos sobre Imagem e Cultura (LABIC/UFES).

  6. Buba Aguiar daria uma importante contribuição, sendo socióloga, militante e comunicadora do Complexo de Acari, RJ. Atuou nas mobilizações antirracistas e é engajada em campanhas de apoio a afetados pela COVID nas favelas.

    Responder

  7. Prof. Ricardo Galvão, ex-diretor do INPE e professor da USP. Gostaria de ter uma visão geral sobre a atual crise de anticientificismo que o Brasil perigosamente vive?

    1. De fato, inclusive com a repercussão das análises das imagens de satélite sobre desmatamento em território que deveria estar em estado de preservação. Seria uma adição bacana

  8. Buba Aguiar daria uma importante contribuição, sendo socióloga, militante e comunicadora do Complexo de Acari, RJ. Atuou nas mobilizações antirracistas e é engajada em campanhas de apoio a afetados pela COVID nas favelas.

    1. Copiei sua resposta, querida. Achei muito simples e diz tudo que precisa pra incutir a curiosidade de ouvir a Babu Aguiar. Não a conheço e estou curioso por essa entrevista.

      Desculpa o plagio… rs

      att.

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